Minhas leituras parte I: Os sete últimos meses de Anne Frank

Imagem pessoal

    Olá pessoal tudo bem com vocês, o semestre letivo acabou, mais um semestre que passo por todas as matérias sem precisar fazer exame, para comemorar resolvi fazer uma minie Tag: Minhas leituras, onde dividi em duas partes. A algum tempo comprei os livros " Os sete últimos meses de Anne Frank" e "Eu sobrevivi ao Holocausto", ambos da editora Universo dos livros, li ambos, e apesar de conter histórias tristes, algumas mais tristes do que outras pude perceber e sentir ainda mais o que foi o Holocausto, pensando após as leituras e vendo o rumo que a humanidade segue, posso dizer que continuamos seguindo os mesmos passos, o mesmo ciclo vicioso, mas agora com outros protagonistas. 

Continuem lendo!


    Irei começar com a resenha do livro "os sete últimos meses de Anne Frank", li primeiramente este e confesso que quando comprei o meu interesse era no diário, mas infelizmente na livraria que comprei não tinha. Este é um livro que não sei ao certo se é apropriado a todos os leitores, são histórias fortes, de um ato monstruoso que até hoje choca pela crueldade e sangue frio dos que se propuseram a seguir tais ordens.
  As vezes penso, como que um ser humano pode pensar que é superior a outro? Como um ser pode torturar mentalmente e fisicamente outro ser e depois dizer "só estava cumprindo ordens", estas são perguntas que não se encontra no livro, e creio eu que não encontrarei a resposta, afinal hoje continuamos no mesmo ciclo, basta ver os cristãos que estão morrendo simplesmente por não seguir uma determinada doutrina, onde a crueldade pode chegar em prol de uma raça "superior" ou a "verdadeira" religião. Infelizmente o massacre nazista parece não lembrar as pessoas do que o extremismo pode fazer com nós mesmos.
     O livro é dividido por relatos de diversas mulheres que contam as suas histórias durante o regime nazista, mulheres de diferentes idades, com família, e com algo que as unia, o fato de serem Judias, este foi o primeiro fato de te las feito prisioneiras nos campos de concentração, o simples fato de serem Judias, por conta desse pequeno detalhe, a sua religião as levou a serem presas, humilhadas, suas famílias foram destruídas por serem Judeus. Cada relato é contado de forma emocionante, cada detalhe, a forma como todas tinham que passar pela seleção o que decidia se viveriam ou morreriam ali mesmo, nas câmaras de gás, caso seu destino fosse sobreviver ou ter sorte de fazer parte da fila dos que não seriam enviados as câmaras de gás, iriam para os galpões, e uma nova tortura começava, já se imaginou em uma fila onde recebe algumas peças de roupas e calçados que nem sempre lhe servia? Já imaginou ter que tirar sua roupa e ficar nua em frente a outras mulheres, ou pior diante de homens que as humilhava, todo o serviço era feito por homens que as supervisionavam e as depilavam, dói apenas em imaginar passar por um situação como essa, mas imagina em meados da década de 40 passar por uma desumanidade como essa. 
    Durante todo o livro tem relatos da violência que sofriam por parte dos agentes da SS, como alguns eram conhecidos pela violência que empregava nos prisioneiros e também como alguns grupos tinham alguns pequenos privilégios, como não ter as roupas levadas ou o cabelo raspado, isso acontecia de acordo com o que os nazistas precisavam ou de como os prisioneiros foram capturados, os que foram pegos em abrigos eram os que mais sofriam, era tirado tudo inclusive a crença a dignidade. Para lembrar lhes que eram dignos, que eram seres humanos e não eram inferiores a ninguém algumas mulheres se olhavam em pequenos cacos de espelhos e escovavam as sobrancelhas para sentir se o minimo de vaidade possível, já que a maioria teve a cabeça raspada ao passar na primeira seleção.
    Uma das partes mais emocionantes do livro acontece no relato de Bloeme Evers-Emden, onde relata o período em que conversava com a senhora Frank, 
"Lembro-me especialmente da última vez em que vi a família Frank. Outra seleção havia acontecido. Conversei com a senhora Frank, que estava com Margot. Anne estava em outro lugar. Ela tinhas Krätze (sarna). Tinha algum tipo de erupção cutânea. Os alemães, não impedidos pelo conhecimento médico - pelo menos aqueles que tinham o poder de mandar em nossas vidas - sentiam-se terrivelmente amedrontados porque a doença podia ser contagiosa, então Anne precisou ficar isolada. Como resultado, não pôde ir com nosso grupo. A senhora Frank, ecoada por Margot, disse: "É claro que vamos com ela". Lembro que assenti, que compreendi. Foi a última vez que as vi." Bloeme Evers-Emden - p. 156 - 157
    Na metade do livro tem algumas fotos de Anne, suas amigas do Liceu Judaico e das mulheres que contaram seus relatos no livro



   Este livro é repleto de histórias de superação pós regime nazista, todas tiveram percas, todas se recordam de tudo como se fosse ontem, uma dor que nunca passará, o que podemos fazer é manter essas lembranças vivas para que nunca se repita. O livro é basicamente um documentário, todos os relatos são contados de forma introdutória a vida antes, durante e pós os campos de concentração. 


Dados básicos do Livro
Título: Os sete últimos meses de Anne Frank
Autor: Willy Lindwer
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 236

Publicação: São Paulo - 2015

   Particularmente gostei do livro, pois conta através da visão de colegas de Anne e outras mulheres que teve contato com e ela e sua família durante o período nos campos de concentração, esta sem dúvida não é uma história feliz, nem nunca será, apenas quem viveu, quem sentiu na pele sabe o que foi o regime nazista, recomendo a todos que leiam este livro, como já disse anteriormente, "precisamos lembrar todos os dias para que não se repita novamente", isto vale não apenas para o Holocausto, mas também para o regime militar que já vivemos, precisamos lembrar para que não se repita.
    Espero que tenham gostado da resenha, logo trarei a segunda parte, agora sobre o livro "Eu sobrevivi ao Holocausto", em breve aqui no blog teremos muitas outras resenhas, não apenas de filmes e séries como costumo fazer, mas também de livros, livros de contos, poesias, biografias e histórias de sobreviventes.

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10 comentários:

  1. Sempre vejo boas notícias sobre esse livro.
    Ainda mais curiosa pra ler.
    Beijos

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    1. Leia Rebata, pois o livro é muito bom, infelizmente é uma história real, e tudo que se conta no livro aconteceu, mas o fato da superação que todos foram obrigados a agarrar pra se manterem vivos é de se pensar e refletir muito.

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  2. Tenho vontade de ler por curiosidade, masjá que as histórias são fortes e monstruosas, então não sei se devo ler, pois fico muito impressionada.

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    1. As histórias são fortes, pois mostra o que o ser humano é capaz de fazer em prol de algo que diz ser legitimo, infelizmente, mesmo assim é uma ótima leitura.
      Beijinhos, volte sempre

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  3. Eu já li o Diário dela... Infelizmente ainda existe monstruosidades em pleno 2015. Vc já leu Olga? É uma leitura muito boa, meio triste também. Não gostei do filme sobre o livro, mas nunca gosto de filmes de livros. Bjs

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    1. Somos duas Lisa, também não sou a maior fã de filmes de livros, em sua maioria faltam muitos detalhes, ainda não li Olga, mas esta na minha lista para as próximas compras. Infelizmente em 2015 ainda temos monstruosidades no mundo.
      Beijinhos, volte sempre!

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  4. Esse livro parece ser muito bom, apesar de triste. Quase nunca tenho vontade de ler ou assistir filmes sobre o nazismo, é tudo muito pavoroso, mas a sua resenha me fez ter vontade de ler esse livro.... Obrigada pela recomendação, sua resenha foi muito boa ...
    www.youtube.com/RachelBispoOfficial

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    1. Muito obrigado Rachel, caso leia depois nos conte quais foram as suas impressões.
      Beijinhos

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  5. Não curto muito o tema, mas super importante o conhecimento. Sucesso!!! bjks <3 WalMontani.com

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