Futura Historiadora: Resenha #2


Imagem| Google

Olá amigos tudo bem? Faz tempo que não posto nada, hoje o post é de resenha do filme Monty Python: Em busca do cálice sagrado, este foi um filme que assisti em sala de aula e precisei fazer uma resenha critica comparando o filme com um livro medieval. Esta resenha foi feita em trio, meus amigos e eu fizemos a resenha, espero que vocês gostem também e este é um filme divertido, vale a pena assistir em versão legendada.

Continuem lendo!


Na resenha critica do filme Monty Python e do poema A Batalha de Maldon, devemos olhar ao passado para entender a idade média e os mitos que foram criados durante a sua existência. Apesar de o filme ser do ano de 1975, o grupo formado por seis jovens (Eric Idle, Terry Gilliam, Graham Chapman, John Cleese, Micheal Palin e Terry Jones) utilizam da comédia ao sarcasmo com teor critico político para tratar da lenda do Rei Arthur e da Távola Redonda. 

O filme faz sátira sobre os conceitos e estereótipos da idade média, trás de forma ironizada práticas e costumes da época e de certa forma mostra como muitas lendas atravessaram o tempo, dando assim origem ao conceito da era das trevas. Em muitas cenas o diretor ironiza a forma de política e organização social da época, como o fato de considerar um homem com roupas limpas como sinônimo de nobreza, pois os plebeus e miseráveis vestiam-se de trapos e muitas vezes roupas sujas, o filme expõe a monarquia, que foi a forma mais comum de governo e poder adotado na idade média, também retrata a perseguição das bruxas e como muitas mulheres foram mortas queimadas acusadas de bruxaria, simplesmente por não seguir a doutrina religiosa imposta pela igreja, os mitos alimentados pela religião de que bruxas eram feitas de madeira ou teriam poderes metamórficos para transforma-se e transformar os homens em animais, também o fato de ter uma verruga era a sentença de bruxa para muitas mulheres, o medo do desconhecido e a crença que estavam em um mundo onde o juízo final estava próximo e para garantir a passagem para o céu era necessário punir os incrédulos, também foram utilizados de lógicas irracionais para justificar o motivo de que a que a pessoa interrogada era na verdade uma bruxa.

Uma das lógicas era comparar o peso da pessoa com o de um animal que “flutue” na água, caso a pessoa tenha o mesmo peso seria feita de madeira e por esta lógica seria uma bruxa, sendo assim seu fim seria a condenação a queimar na fogueira, mas a questão em si era o objeto utilizado, uma espécie de balança em proporção gigantesca onde nem sempre estava totalmente equilibrada de ambos os lados, sendo assim era fácil à pessoa julgada te o mesmo peso que o animal favorecendo ao julgamento, talvez a questão maior nesta cena nem seja as ideias mirabolantes que a população medieval, mas sim o crédulo de que não esta dentro do ambiente religioso causaria algum mal a sociedade. 

A história se passa durante a Idade Média, na Inglaterra, onde o Rei Arthur parte em uma jornada em busca de cavaleiros para formar os Cavaleiros da Távola Redonda. Para isso precisa passar por reinos e desafios, entre seus diversos desafios a procura dos cavaleiros é a batalha com o cavaleiro negro, pois o mesmo se recusa a aliar-se ao rei dando partida a uma batalha “sangrenta”. Este ponto do filme foi bem colocado pelo diretor, pois retrata de forma irônica as batalhas dos cavaleiros medievais, e também mostra a famosa espada do rei Arthur a Excalibur, que é contada pelas lendas como a espada mais poderosa do mundo. O filme também mostra como o rei Arthur teria sido massacrado pelo reino britânico ao tentar união, a sua presença não esboçou a nobreza necessária para ter uma união entre os reinos. 

A forma cômica como é retratado a partida do rei a busca dos cavaleiros, com apenas um companheiro que carrega sua bagagem, depois de muitos obstáculos percorridos enfim o rei consegue formar os cavaleiros da Távola Redonda, no filme o encontro é ironizado como um simples acaso (Sir Bevedere, o bravo Sir Lancelot, o casto Sir Galahad e Sir Robin, o não tão bravo quanto Sir Lancelot.). Arthur recebe a missão divina de encontrar o cálice sagrado, que está escondido em algum lugar do reino britânico. É utilizado de sátira para exemplificar as fabulas onde é contado que o próprio criador surge como uma voz e da ao herói uma missão impossível para cumprir, e o modo como os heróis agiam diante a tamanha sorte de receber uma missão divina. 

Para facilitar a busca pelo cálice sagrado (santo graal) o Rei Artur e seus cavaleiros se dividem em grupos, cada grupo liderado por um dos quatro integrantes. Sendo assim cada grupo vive aventuras únicas e se depara com difíceis tarefas a procura do cálice, e novamente as sátiras e criticas sobre os contos medievais são colocados de forma cômica, como a relação da castidade, como era o caso de Sir Galahad que foi retirado de um castelo repleto de jovens, onde por pouco não perde a castidade, da bravura e do ato heroico de Sir Lancelot ao encontrar uma flecha com um pedido de socorro e assim deduzir que seria de uma linda donzela, mas que por fim não passava do pedido de socorro de um jovem que queria se livrar do casamento arranjado para aumentar os poderes do pai (e rei) e também sair do brejo onde viviam, mas pra isso custou a vida de vários convidados inclusive do pai da noiva, entre os mortos estavam figurantes, que deixava o banquete real com ar de repleto de convidados, outro ponto importante abordado pelo filme foi o ato de heróis considerados bravos, onde nem sempre eram bravos, utilizando de artifícios para encontrar uma saída sem precisar entrar em batalha mortal. 

O humor encontrado no filme, mesmo que não seja atemporal, é ainda afiado e, como já foi dito, serve também de crítica à alta sociedade na Idade Média (e, por que não, à atual, de certa forma?). O que dizer, por exemplo, da discussão entre o Rei Arthur e um pobre e desmazelado camponês sobre Monarquia? É um texto perfeito, aliado a um timing cômico magistral. O filme possui uma cena memorável atrás da outra, e há inúmeros detalhes que exigem atenção e fazem valer uma revisitada. Cálice Sagrado é, antes de tudo, uma comédia pastelão. A cena final é talvez a coisa mais absurda e sem sentido, uma espécie de auto paródia, ao mesmo tempo em que tenta criticar todo aquele modo de vida sem sentido, até mesmo ridículo, motivado pela imensa ignorância provida nas pessoas durante a Idade Média (a teoria, por exemplo, de provarem que uma mulher é bruxa é ao mesmo tempo engraçada e triste, já que a realidade não era menos absurda). 

Espero que tenham gostado da resenha e também indicação de filme. Este filme nos faz refletir sobre os esteriótipos que criamos ou que nos foi passado sobre a idade média, além de conta de forma irônica e sarcástica envolto em uma comédia pastelão.

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5 comentários:

  1. Não conhecia esse filme! Mas achei bem interessante o enredo, e a sua resenha foi bem detalhista e enfocou tudo! Bjs

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  2. Suas resenhas são sempre muito boas e detalhadas.
    Não gosto muito desse tipo de filme (essas comédias tipo pastelão) mas pra um domingo morno pode servir de distração.
    Beijos!

    www.sacoladecores.com.br

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  3. Não conhecia esse filme, mais pelos detalhes de sua resenha me despertou o desejo de assistir na integra, parabéns!

    Beijos
    www.mariaulhoa.com

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  4. Adoro este tipo de história, vou assistir com a família nestas férias. hehe ;) BJKS <3
    WalMontani.com

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  5. Um humor mais diferente né? Bacana a resenha, ficou super detalhada ♥

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